O conceito
A ideia surgiu após 3 anos acumulando cápsulas de café usadas sem saber, ao certo, como poderia reutilizá-las.
Um dia avistei no alto de uma prateleira de uma loja, abandonado e cheio de pó, um peixe esculpido em madeira,
coberto de tampinhas de garrafa de refrigerante enferrujadas. Fiquei com esse peixe na cabeça.
Pesquisei na internet como se organizavam as escamas dos peixes, seus formatos, sobreposições e sua funções na aerodinâmica do animal.
Nessa busca descobri que as escamas são sobrepostas alternadamente em camadas, organizadas e uniformes.
As cores migravam de uma para outra com suavidade, combinavam as tonalidades de maneira gradativa.
Um capricho da natureza que me inspirou a tentar fazer das cápsulas algo parecido.
Observando as cápsulas descobri que compactando-as obtinha uma chapinha redonda e uniforme,
flexível e colorida e sem necessidade de acabamento, além de muitas opções de cores e sempre no mesmo padrão, independente do fabricante.
E assim surgiu a primeira de uma série de esculturas do projeto "O CAFÉ QUE VIROU PEIXE".